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M.a.y.a.r.a ™

E então um dia uma forte chuva veio. E acabou com o trabalho de um ano inteiro. E aos treze anos de idade eu sentia todo o peso do mundo em minhas costas. Eu queria jogar mas perdi a aposta!!!

Coisinhas e bla bla bla

 

A dias que nem eu sei dizer o que me afeta,
Dias que perco a vontade de tudo e de nada
Dias cinzentos como uma noite de Inverno
Meu coração fica partido em mil bocadinhos como se fosse de vidro estilhaçado
Cheio de espinhos como uma silva que cresce a cada dia que passa
Sinto-me assim tenho o tudo e o nada junto a mim
O perdido e o encontrado…
Sentimento que me deixa numa situação delicada
Levando-me assim a pensamentos negativos
Por mim pensados sem ter causa justificada
Sentado não paro de pensar no que me deixou assim se ainda ontem sorri
Quando a minha vida começa a ter um rumo por mim definido quando tudo parece Sorrir vejo que algo por traz de mim me derruba e me tira a força de lutar que fui conquistando com o tempo…
Hoje sinto-me assim sem reação alguma adormecido para a vida
Sem conseguir libertar um sorriso sincero que me leve até outros horizontes
Só me apetece estar fechado longe de tudo e de todos e pensar
Pensar em quê? ocupar espaço na cabeça para não sair nada de jeito?
…pensamentos e mais pensamentos que não me levam a parte alguma.

Momentos eternamente guardados na mente

 

Tem momentos que se pudéssemos eternizar e parar o tempo ficaríamos horas sentindo a mesma emoção quase sempre difícil de descrever. E não estou falando de momentos comuns e banais, estou falando de momentos inesperados de rara beleza e que somos pegos de surpresa no fundo do coração. Também não estou falando de coisas que precisamos ter muito dinheiro pra curtir, estou falando de coisas que qualquer um pode desfrutar.

Por exemplo, ver o dia amanhecer com o sol surgindo por trás do oceano formando aquele caminho brilhante. O mar convidativo com ondas tranqüilas na temperatura ideal mergulhar nas águas claras e ficar ali saudando a natureza. Gente, ninguém precisa ser milionário pra ter este tipo de prazer que a natureza nos proporciona!

Outro grande prazer é ter amigos de verdade e poder viajar com eles. É uma empolgação, desde o planejamento, arrumar a mochila e se jogar na estrada com muita proteção, cinto de segurança e chegar a salvo ao destino desejado. Depois, tudo é festa! Porque até o que dá errado é bom. Uma chuva fora de hora na praia torna-se agradável.

Quem nunca tomou um belo banho de chuva não sabe o que é bom! Chuva fininha pra molhar a sua cama e você dormir na minha. Chuva forte com raios e trovoadas pra gente se encolher embaixo das cobertas. Enfim, frio que pode nos encasacar e nos levar a um bom jogo de xadrez a dois ou um jogo de baralho pra jogar a seis. Isso tudo acompanhado de um gostoso petisco com um bom vinho tinto, branco, gelado ou não!

Quem nunca passou férias nas montanhas precisa sentir a emoção de abrir a janela pra imensidão verde e sinuosa dos morros que ficam mais belos com a quantidade de árvores floridas que junto aos pássaros enfeita a paisagem tal um quadro pintado pelo artista divino?

E um bom banho de cachoeira? Daqueles de doer o corpo tal a força da água revigorando nosso organismo como um bálsamo pra tirar a energia ruim e renovar as células e o espírito pra próxima jornada. É delícia pura! E precisa estar gelada pra sair tremendo e vestir um roupão quentinho.

Enfim, poder virar criança num parque de diversão com direito a algodão doce e maçã do amor pra depois se agarrar no trem fantasma.
Assistir a um bom filme no cinema com uma bacia de pipoca e depois ter com quem falar sobre o filme que de tão bom suscitou vários argumentos que talvez você não tenha percebido, mas o diretor do filme deixou escapar naquela cena que você nem viu porque só tinha olhos pro seu amor que teimava em te agarrar e beijar gostoso.

Morangos com champagne. Um fondue de chocolate. Amanhecer nos braços um do outro e agradecer a benção de ter encontrado o amor de sua vida. E por aí vai. Até as coisas cotidianas tidas como chatas tornam-se um prazer, sabe por quê? Porque são coisas simples como cadeiras nas calçadas pra uma boa conversa e pra viver assim com leveza. Porque bastaria ter a companhia um do outro pra vida ser perfeita e os prazeres indescritíveis.

Por: Alcione Péres


Para você quem procuro

A ti que não sei quem é, mas que sei que estás no meu caminho
Aquela que jurei amor eterno em algum lugar do meu passado
No presente, a espera me aflige
Porém, é na esperança que me apego para que no futuro a felicidade reine
Sei que um dia você aparecerá para que juntos realizemos nossos planos
Planos presentes de amor, planos astrais, planos sublimes
Hoje somente meu pensamento vai a ti numa tentativa de encontrá-la
Nossas almas estão unidas; unidas, fortes e felizes
Para que no dia do encontro definitivo possamos nos reconhecer
Não como amantes da carne material
Mas amantes de alma, amantes verdadeiros.
 
Por: Renato §. Cardoso

A Inclusão Digital no Brasil

Anderson Toshio é graduando em Ciência da Computação pelo Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)/FIPP. Possui habilidades em programação com o ambiente de desenvolvimento Borland Delphi 5 e 7, Borland C++ Builder 5 e NetBeans 5.0 com banco de dados Interbase/Firebird, MySql, Sql Server 2000 e PostGreSql.

A inclusão digital é um assunto muito comentado nos meios de comunicação, e vem sendo discutido no cenário político, fazendo com que ações, projetos e programas sociais sejam elaborados e implantados em diversos países no mundo. Ao longo da história, novas tecnologias têm tido o poder de influenciar o comportamento da sociedade, assim como os telefones, o rádio, a televisão, e agora, com um pouco mais de 1 década, a internet.

A nova era que vivemos, a era da informação, possibilita a nós o uso de diversas soluções digitais eficazes que beneficiam muito o nosso dia-a-dia. Porém, milhões de pessoas são classificadas como excluídos digital, não obtendo acesso às redes de comunicação interativas através de computadores conectados à internet.

A Exclusão Digital
                       
Para termos uma idéia dos que são excluídos digitais, podemos fazer perguntas tais como: “Num país como o Brasil, quantos domicílios têm acesso a um computador com linha telefônica disponível para acesso a internet?”. Recentemente, segundo o Mapa de Exclusão Digital divulgado no início de Abril/2003 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), juntamente com outras entidades, aproximadamente 12,46% dos brasileiros têm computador em suas residências e pouco mais de 8,31% encontram-se conectados à Internet.

A exclusão digital reflete na sociedade trazendo consequências culturais, sociais e econômicas, visto que a distribuição desigual da tecnologia, acesso à computadores conectados a internet beneficia apenas um determinado número de pessoas.

“Três pilares formam um tripé fundamental para que a inclusão digital aconteça: TIC’s, renda e educação”. (Silva Filho, Antônio Mendes de).

A Inclusão Digital

A inclusão digital basicamente é a iniciativa de fazer com que a sociedade obtenha conhecimento mínimo para utilizar os recursos da tecnologia da informação e de comunicação (TIC), bem como ter e utilizar os recursos físicos, tais como os computadores com acesso à internet.

Muitas iniciativas foram tomadas, dentre uma delas, o governo tomou a iniciativa de disponibilizar laboratórios de informática nas escolas brasileiras e o acesso à internet com banda larga. Embora o aumento de computadores nas escolas públicas no Brasil venha aumentando a cada ano, a pesquisadora Neide de Aquino Noffs, da Faculdade de Educação da PUC-SP diz que a inclusão digital nas escolas da rede pública ainda não é uma realidade. "O laboratório de informática existe, mas não é usado com freqüência. Não é uma atividade rotineira para os alunos; não é como a biblioteca, que fica aberta o tempo todo", afirma Noffs.

Para que a inclusão digital tenha êxito, seria necessário a capacitação dos professores para que a sua aula seja integrada ao uso dos computadores. Alguns exemplos de sucesso são ocorridos em escolas particulares, que contratam monitores que são responsáveis pela manutenção dos laboratórios, estando disponíveis para o acesso aos laboratórios; além disso, os professores têm o auxílio deste para prepararem suas aulas com os recursos.

Outra iniciativa é o projeto dos Telecentros de São Paulo/SP, que teve seu início nos meados de 2001. A prefeita Marta Suplicy assinou um decreto que permitiu a criação da Coordenadoria do Governo Eletrônico, órgão responsável pelas políticas públicas de inclusão digital; sendo o primeiro telecentro no bairro Cidade Tiradentes.

Em Março/2002, depois da estabilização do primeiro Telecentro, começaram a ocorrer, em fase de testes, algumas oficinas para atrair um público mais diversificado. Após a avaliação inicial, foi comprovada a eficácia das oficinas efetuadas. Porém, uma das dificuldades neste projeto é conseguir estabelecer um indicador de qualidade, para que se possa medir a eficácia do projeto e comparar com outros projetos que estão sendo executados em paralelo. Um estudo de caso que poderá ser efetuado, e está sendo estudado, é a criação de cooperativa que irão utilizar a estrutura dos telecentro para desenvolvimento de software livre, assim podendo gerar renda para os participantes nesse grupo.

Outro importante caso de sucesso a ser analisado é o apresentado em uma matéria informativa publicada pelo site ondajovem, que diz: “O Comitê para a Democratização da Informática (CDI), um projeto pioneiro na área, que em dez anos já criou 800 Escolas de Informática e Cidadania em 20 Estados, e cuja metodologia de ensino envolve a tomada de consciência da realidade social. “Nosso objetivo é formar cidadãos”, diz Rodrigo Baggio, fundador do Comitê. A idéia é que a inclusão digital leve à inclusão social. Ao aprender a fazer planilhas eletrônicas no programa Excel, por exemplo, os alunos entram em contato com dados sobre as desigualdades sociais. “Queremos que os jovens se tornem conscientes e possam se posicionar para uma transformação”, afirma Fábio de Oliveira, diretor de operações do CDI, que em 2004 atendeu 120 mil alunos.”. Porém um grande entrave para projeto desse tipo é a infra-estrutura envolvida, pois necessita-se de Internet de banda larga e a falta de tecnologia adequada encarece ou até mesmo inviabiliza o acesso à informática em algumas regiões do país.”

Conclusão

Embora iniciativas tenham sido executadas com sucesso, ainda é necessário uma política pública rígida ao combate a exclusão digital. Isto seria possível elaborando parcerias do governo com setores da indústria, comércio para ampliação dos telecentros e investimentos na educação, visto que é um dos pilares importantes para o acesso à TIC. A inclusão digital deveria ser uma responsabilidade social, visando a inclusão dos excluídos digital, na sua integração junto a sociedade da informação.

Além disso, o acesso à internet deve ser democratizado, visto que é um robusto banco de informações e serviços e deve ser disponibinível à toda sociedade brasileira.

O VERDADEIRO INTERNAUTA

 
Não acorda, dá boot.
Não tem memória, tem HD de 18 GB.
Não faz análise, dá um scandisk.
Não peca, comete exceções fatais.
Não rouba, executa operação ilegal.
Não pede ajuda, tecla F1.
Não esquece, deleta.
Não evolui, faz upgrade.
Não tem dó, tem DOS.
Quando toma sopa de letrinhas, escolhe a fonte.
Não freqüenta boteco, prefere ambiente Windows.
Não tem cérebro, tem gerenciador de dispositivos.
Não guarda rancor, faz backup das mágoas.
Não tem raízes, tem configurações regionais.
Não desmarca compromissos, remove programas.
Não faz implantes, adiciona novo hardware.
Só fica em segundo plano pra configurar papel de parede.
Não gosta de mulher conservadora, prefere as de configuração avançada.
Só usa tabelinha do Excel.
Só mostra documento do Word.
Sempre freqüenta o Powerpoint da rapaziada.
Não gosta de prostitutas, prefere garotas de programa.
No restaurante, pede o menu iniciar.
Não exagera, maximiza.
Quando está com gripe, toma antivírus.
Não socorre, salva.
Não tem motorista, tem driver.

O código-fonte - ELIEZER JOSE DE PAIVA

 
O fato de já ter trabalhado em diversas empresas e em diversos projetos me proporcionou uma interessante experiência, conhecer diferentes "filosofias de programação". Cada um de nós pensa de uma maneira diferente, chegamos ao mesmo lugar por caminhos diferentes, solucionamos um problema por lógicas diferentes. Filosoficamente falando, essa é a essência do ser humano.

Porém, na nossa profissão (analistas e programadores) temos que muitas vezes deixar de ser humano e pensar como a máquina, raciocinar e interpretar os dados como ela, isso reduz drasticamente o número de soluções possíveis e viáveis.
Chegar a qualquer uma dessas soluções exige um bom nível de "entrosamento" e até uma certa malandragem na hora de desenvolver o produto, para isso é extremamente necessário que se conheça as possibilidades da linguagem que se está usando.

Pode até parecer irônico dizer que me sinto um membro da antiga geração de programadores (tenho 24 anos), mas a cada dia que passa tenho contato com mais e mais pseudo-programadores, pseudo porque são profissionais (com seu mérito e suas qualificações) que dominam ferramentas e não linguagens.
O que me preocupa é que atualmente no mercado existem diversos produtos com as quais qualquer pessoa pode desenvolver uma aplicação e a cada dia novos produtos aparecem prometendo mais e mais funcionalidades.

Esse tipo de alienação contribuí apenas para a crescente queda na qualidade da prestação de serviços de informática, tais profissionais habituam-se a utilizar ferramentas sem as quais não teriam conhecimento para sequer identificar o problema, quanto mais chegar a uma solução. Tenho exemplos que beiram o absurdo, como analistas que são incapazes de criar uma tabela em um banco de dados sem o uso de uma ferramenta apropriada e programadores que desconhecem escopos e sintaxes por fazerem uso de ferramentas visuais.

Em uma situação de emergência (com as quais estamos acostumados a viver!) tudo vai depender das ferramentas instaladas no computador ou do conhecimento e da experiência do profissional? Como o próprio nome diz, ferramentas apenas auxiliam, não substituem o conhecimento. Incrivelmente, a indústria de softwares tornou o conhecimento irrelevante frente às funcionalidades das ferramentas, deixando o profissional "livre para se preocupar com o que realmente precisa".

Assim sendo, imagino eu que no futuro os médicos serão incapazes de exercer a profissão fora de um hospital e engenheiros, sem suas calculadoras, serão incapazes de executar cálculos.

Tornar os computadores cada vez mais inteligentes está nos tornando cada vez mais preguiçosos. Alunos da 5ª série que não sabem a tabuada (e nem o por quê do nome!), universitários que desconhecem trigonometria e etc. Através do código-fonte (a base do conhecimento, o básico) chega-se a um entendimento preciso sobre um problema e a uma solução mais eficaz, em qualquer área e em qualquer profissão.

A cada dia que passa torna-se mais importante e necessário um controle sobre até que ponto tais ferramentas realmente são úteis, quais que realmente acrescentam em produtividade e em qualidade e quais (acredito que 90% do total) apenas nos deixam alienados em relação à causa e a solução.

A Melhor Resposta... - Martha Medeiros

Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam

Quem é você? Do que gosta? Em que acredita? O que deseja? Dia e noite somos questionados, e as respostas costumam ser inteligentes, espirituosas e decentes. Tudo para causar a melhor impressão aos nossos inquisidores. Ora, quem sou eu. Sou do bem, sou honesto, sou perseverante, sou bem-humorado, sou aberto - não costumamos economizar atributos quando se trata da nossa própria descrição. Do que gostamos? De coisas belas. No que acreditamos? Em dias melhores. O que desejamos? A paz universal.

Enquanto isso, o demônio dentro de nós revira o estômago e faz cara de nojo. É muita santidade para um pobre-diabo, ninguém é tão imaculado assim.

A despeito do nosso inegável talento como divulgadores de nós mesmos e da nossa falta de modéstia ao descrever nosso perfil no Orkut, a verdade é que o que dizemos não tem tanta importância. Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz - com todo o respeito - é apenas o que você diz.

Entre a data do nosso nascimento e a desconhecida data da nossa morte, acreditamos ainda estar no meio do percurso, então seguimos nos anunciando como bons partidos, incrementamos nossas façanhas, abusamos da retórica como se ela fosse uma espécie de photoshop que pudesse sumir com nossos defeitos. Mas é na reta final que nosso passado nos calará e responderá por nós.

Quantos amigos você manteve.

Em que consiste sua trajetória amorosa.

Como educou seus filhos.

Quanto houve de alegria no seu cotidiano.

Qual o grau de intimidade e confiança que preservou com seus pais.

Se ficou devendo dinheiro.

Como lidou com tentativas de corrupção.

Em que circunstâncias mentiu.

Como tratou empregados, balconistas, porteiros, garçons.

Que impressão causou nos outros - não naqueles que o conheceram por cinco dias, mas com quem conviveu por 20 anos ou mais.

Quantas pessoas magoou na vida. Quantas vezes pediu perdão.

Quem vai sentir sua falta. Pra valer, vamos lá.

Podemos maquiar algumas respostas ou podemos silenciar sobre o que não queremos que venha à tona. Inútil. A soma dos nossos dias assinará este inventário. Fará um levantamento honesto. Cazuza já nos cutucava: suas idéias correspondem aos fatos? De novo: o que a gente diz é apenas o que a gente diz. Lá no finalzinho, a vida que construímos é que se revelará o mais eficiente detector de nossas mentiras.

Quando Chegar.... Martha Medeiros

Quando chegar aos 30
serei uma mulher de verdade,
nem Amélia nem ninguém,
com um belo futuro pela frente
e um pouco mais de calma talvez...

E quando chegar aos 50
serei livre, linda e forte
terei gente boa ao lado
saberei um pouco mais do amor
e da vida quem sabe...

E quando chegar aos 90
já sem força, sem futuro, sem idade
vou fazer uma festa de prazer
convidar todos que amei
registrar tudo que sei
e morrer de saudade!!!!

Sofrimento - Martha Medeiros

 

O sofrimento, excentuando-se o que traz de dor, tem um certo glamour, é cinematográfico.

Cena 1: você atravessa a madrugada escutando músicas antigas e revendo fotos.

Cena 2: você se trancafia no banheiro, senta sobre a tampa do vaso sanitário e dissolve-se de tanto chorar.

Cena 3: você se revira na cama sem conseguir pregar o olho, pensando, lembrando, doendo.

Cena 4: você caminha por uma rua da cidade, sem rumo, onde ninguém lhe conhece – que bom ser invisível.

Se é pra sofrer, que seja sozinho, onde seu rosto possa estampar desalento, inchaços, nariz vermelho, olhar perdido, boca crispada. Se é pra sofrer, que o corpo possa verter, vergar, amolecer. Se é pra sofrer, que possa ser descabelado, que possa ser de pés descalços, que possa ser em silêncio.

Que os demônios levem pro inferno aquele que bate à nossa porta bem no meio da nossa fossa, aquele que telefona bem no auge das nossas lágrimas, aquele que nos puxa para uma festa obrigatória. Malditos todos aqueles com quem não podemos compartilhar nossa dor, e nos obrigam a fingir que nada está se passando dentro da gente.

Disfarçar um sofrimento é trabalho de Hércules. Um prêmio para todos aqueles que conseguem fazer com que os outros não percebam sua falta de ânimo nos momentos em que ânimo é tudo o que esperam de nós. Você não quer estar ali, quer estar em qualquer lugar onde não seja obrigado a sorrir.

Há sempre o momento de pedir ajuda, de se abrir, de tentar sair do buraco. Mas, antes, é imprescindível passar por uma certa reclusão. Fechar-se em si, reconhecer a dor e aprender com ela. Enfrentá-la sem atuações. Deixar ela escapar pelo nariz, pelos olhos, deixar ela vazar pelo corpo todo, sem pudores. Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger nossa infelicidade. Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada. Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco. Disfarçar a dor é dor ainda maior.

 

*** Texto retirado do Spaces da Adriii.... não roubei tá!!!... ela deixou, rsrsrsrs ***

Falando sobre Sentimentos...

Solidão... é uma ilha com saudade de barco 

Saudade... é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue
 
Lembrança... é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capitulo
 
Pouco... é menos da metade
 
Muito... é quando os dedos da mão não são suficientes
 
Angústia... é um nó muito apertado bem no meio do sossego
 
Preocupação... é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair do seu pensamento
 
Certeza... é quando a idéia cansa de procurar e pára
 
Intuição... é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido
 
Sucesso... é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe
 
Vergonha... é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora
 
Ansiedade... é quando sempre faltam cinco minutos para o que quer que seja
 
Sentimento... é a língua que o coração uso quando precisa mandar algum recado
 
Raiva... é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes
 
Tristeza... é uma mão gigante que aperta seu coração
 
Felicidade... é um agora que não tem pressa nenhuma
 
Desilusão... é quando anoitece em você contra a vontade do dia
 
Desculpa... é uma frase que pretende ser um beijo
 
Razão... é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato
 
Ainda... é quando a vontade está no meio do caminho
 
Paixão... é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra
 
Amor... é quando a paixão não tem outro compromisso marcado
 
Não.
 
Amor é um exagero...
 
Também não.
 
Uma batelada?
 
Um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero...
 
Um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
 
Talvez porque não tivesse sentido...
 
Talvez porque não houvesse explicação...
 
Esse negócio de amor, não sei explicar não...