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    Coisinhas e bla bla bla

     

    A dias que nem eu sei dizer o que me afeta,
    Dias que perco a vontade de tudo e de nada
    Dias cinzentos como uma noite de Inverno
    Meu coração fica partido em mil bocadinhos como se fosse de vidro estilhaçado
    Cheio de espinhos como uma silva que cresce a cada dia que passa
    Sinto-me assim tenho o tudo e o nada junto a mim
    O perdido e o encontrado…
    Sentimento que me deixa numa situação delicada
    Levando-me assim a pensamentos negativos
    Por mim pensados sem ter causa justificada
    Sentado não paro de pensar no que me deixou assim se ainda ontem sorri
    Quando a minha vida começa a ter um rumo por mim definido quando tudo parece Sorrir vejo que algo por traz de mim me derruba e me tira a força de lutar que fui conquistando com o tempo…
    Hoje sinto-me assim sem reação alguma adormecido para a vida
    Sem conseguir libertar um sorriso sincero que me leve até outros horizontes
    Só me apetece estar fechado longe de tudo e de todos e pensar
    Pensar em quê? ocupar espaço na cabeça para não sair nada de jeito?
    …pensamentos e mais pensamentos que não me levam a parte alguma.

    Momentos eternamente guardados na mente

     

    Tem momentos que se pudéssemos eternizar e parar o tempo ficaríamos horas sentindo a mesma emoção quase sempre difícil de descrever. E não estou falando de momentos comuns e banais, estou falando de momentos inesperados de rara beleza e que somos pegos de surpresa no fundo do coração. Também não estou falando de coisas que precisamos ter muito dinheiro pra curtir, estou falando de coisas que qualquer um pode desfrutar.

    Por exemplo, ver o dia amanhecer com o sol surgindo por trás do oceano formando aquele caminho brilhante. O mar convidativo com ondas tranqüilas na temperatura ideal mergulhar nas águas claras e ficar ali saudando a natureza. Gente, ninguém precisa ser milionário pra ter este tipo de prazer que a natureza nos proporciona!

    Outro grande prazer é ter amigos de verdade e poder viajar com eles. É uma empolgação, desde o planejamento, arrumar a mochila e se jogar na estrada com muita proteção, cinto de segurança e chegar a salvo ao destino desejado. Depois, tudo é festa! Porque até o que dá errado é bom. Uma chuva fora de hora na praia torna-se agradável.

    Quem nunca tomou um belo banho de chuva não sabe o que é bom! Chuva fininha pra molhar a sua cama e você dormir na minha. Chuva forte com raios e trovoadas pra gente se encolher embaixo das cobertas. Enfim, frio que pode nos encasacar e nos levar a um bom jogo de xadrez a dois ou um jogo de baralho pra jogar a seis. Isso tudo acompanhado de um gostoso petisco com um bom vinho tinto, branco, gelado ou não!

    Quem nunca passou férias nas montanhas precisa sentir a emoção de abrir a janela pra imensidão verde e sinuosa dos morros que ficam mais belos com a quantidade de árvores floridas que junto aos pássaros enfeita a paisagem tal um quadro pintado pelo artista divino?

    E um bom banho de cachoeira? Daqueles de doer o corpo tal a força da água revigorando nosso organismo como um bálsamo pra tirar a energia ruim e renovar as células e o espírito pra próxima jornada. É delícia pura! E precisa estar gelada pra sair tremendo e vestir um roupão quentinho.

    Enfim, poder virar criança num parque de diversão com direito a algodão doce e maçã do amor pra depois se agarrar no trem fantasma.
    Assistir a um bom filme no cinema com uma bacia de pipoca e depois ter com quem falar sobre o filme que de tão bom suscitou vários argumentos que talvez você não tenha percebido, mas o diretor do filme deixou escapar naquela cena que você nem viu porque só tinha olhos pro seu amor que teimava em te agarrar e beijar gostoso.

    Morangos com champagne. Um fondue de chocolate. Amanhecer nos braços um do outro e agradecer a benção de ter encontrado o amor de sua vida. E por aí vai. Até as coisas cotidianas tidas como chatas tornam-se um prazer, sabe por quê? Porque são coisas simples como cadeiras nas calçadas pra uma boa conversa e pra viver assim com leveza. Porque bastaria ter a companhia um do outro pra vida ser perfeita e os prazeres indescritíveis.

    Por: Alcione Péres


    Para você quem procuro

    A ti que não sei quem é, mas que sei que estás no meu caminho
    Aquela que jurei amor eterno em algum lugar do meu passado
    No presente, a espera me aflige
    Porém, é na esperança que me apego para que no futuro a felicidade reine
    Sei que um dia você aparecerá para que juntos realizemos nossos planos
    Planos presentes de amor, planos astrais, planos sublimes
    Hoje somente meu pensamento vai a ti numa tentativa de encontrá-la
    Nossas almas estão unidas; unidas, fortes e felizes
    Para que no dia do encontro definitivo possamos nos reconhecer
    Não como amantes da carne material
    Mas amantes de alma, amantes verdadeiros.
     
    Por: Renato §. Cardoso

    A Inclusão Digital no Brasil

    Anderson Toshio é graduando em Ciência da Computação pelo Universidade do Oeste Paulista (Unoeste)/FIPP. Possui habilidades em programação com o ambiente de desenvolvimento Borland Delphi 5 e 7, Borland C++ Builder 5 e NetBeans 5.0 com banco de dados Interbase/Firebird, MySql, Sql Server 2000 e PostGreSql.

    A inclusão digital é um assunto muito comentado nos meios de comunicação, e vem sendo discutido no cenário político, fazendo com que ações, projetos e programas sociais sejam elaborados e implantados em diversos países no mundo. Ao longo da história, novas tecnologias têm tido o poder de influenciar o comportamento da sociedade, assim como os telefones, o rádio, a televisão, e agora, com um pouco mais de 1 década, a internet.

    A nova era que vivemos, a era da informação, possibilita a nós o uso de diversas soluções digitais eficazes que beneficiam muito o nosso dia-a-dia. Porém, milhões de pessoas são classificadas como excluídos digital, não obtendo acesso às redes de comunicação interativas através de computadores conectados à internet.

    A Exclusão Digital
                           
    Para termos uma idéia dos que são excluídos digitais, podemos fazer perguntas tais como: “Num país como o Brasil, quantos domicílios têm acesso a um computador com linha telefônica disponível para acesso a internet?”. Recentemente, segundo o Mapa de Exclusão Digital divulgado no início de Abril/2003 pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), juntamente com outras entidades, aproximadamente 12,46% dos brasileiros têm computador em suas residências e pouco mais de 8,31% encontram-se conectados à Internet.

    A exclusão digital reflete na sociedade trazendo consequências culturais, sociais e econômicas, visto que a distribuição desigual da tecnologia, acesso à computadores conectados a internet beneficia apenas um determinado número de pessoas.

    “Três pilares formam um tripé fundamental para que a inclusão digital aconteça: TIC’s, renda e educação”. (Silva Filho, Antônio Mendes de).

    A Inclusão Digital

    A inclusão digital basicamente é a iniciativa de fazer com que a sociedade obtenha conhecimento mínimo para utilizar os recursos da tecnologia da informação e de comunicação (TIC), bem como ter e utilizar os recursos físicos, tais como os computadores com acesso à internet.

    Muitas iniciativas foram tomadas, dentre uma delas, o governo tomou a iniciativa de disponibilizar laboratórios de informática nas escolas brasileiras e o acesso à internet com banda larga. Embora o aumento de computadores nas escolas públicas no Brasil venha aumentando a cada ano, a pesquisadora Neide de Aquino Noffs, da Faculdade de Educação da PUC-SP diz que a inclusão digital nas escolas da rede pública ainda não é uma realidade. "O laboratório de informática existe, mas não é usado com freqüência. Não é uma atividade rotineira para os alunos; não é como a biblioteca, que fica aberta o tempo todo", afirma Noffs.

    Para que a inclusão digital tenha êxito, seria necessário a capacitação dos professores para que a sua aula seja integrada ao uso dos computadores. Alguns exemplos de sucesso são ocorridos em escolas particulares, que contratam monitores que são responsáveis pela manutenção dos laboratórios, estando disponíveis para o acesso aos laboratórios; além disso, os professores têm o auxílio deste para prepararem suas aulas com os recursos.

    Outra iniciativa é o projeto dos Telecentros de São Paulo/SP, que teve seu início nos meados de 2001. A prefeita Marta Suplicy assinou um decreto que permitiu a criação da Coordenadoria do Governo Eletrônico, órgão responsável pelas políticas públicas de inclusão digital; sendo o primeiro telecentro no bairro Cidade Tiradentes.

    Em Março/2002, depois da estabilização do primeiro Telecentro, começaram a ocorrer, em fase de testes, algumas oficinas para atrair um público mais diversificado. Após a avaliação inicial, foi comprovada a eficácia das oficinas efetuadas. Porém, uma das dificuldades neste projeto é conseguir estabelecer um indicador de qualidade, para que se possa medir a eficácia do projeto e comparar com outros projetos que estão sendo executados em paralelo. Um estudo de caso que poderá ser efetuado, e está sendo estudado, é a criação de cooperativa que irão utilizar a estrutura dos telecentro para desenvolvimento de software livre, assim podendo gerar renda para os participantes nesse grupo.

    Outro importante caso de sucesso a ser analisado é o apresentado em uma matéria informativa publicada pelo site ondajovem, que diz: “O Comitê para a Democratização da Informática (CDI), um projeto pioneiro na área, que em dez anos já criou 800 Escolas de Informática e Cidadania em 20 Estados, e cuja metodologia de ensino envolve a tomada de consciência da realidade social. “Nosso objetivo é formar cidadãos”, diz Rodrigo Baggio, fundador do Comitê. A idéia é que a inclusão digital leve à inclusão social. Ao aprender a fazer planilhas eletrônicas no programa Excel, por exemplo, os alunos entram em contato com dados sobre as desigualdades sociais. “Queremos que os jovens se tornem conscientes e possam se posicionar para uma transformação”, afirma Fábio de Oliveira, diretor de operações do CDI, que em 2004 atendeu 120 mil alunos.”. Porém um grande entrave para projeto desse tipo é a infra-estrutura envolvida, pois necessita-se de Internet de banda larga e a falta de tecnologia adequada encarece ou até mesmo inviabiliza o acesso à informática em algumas regiões do país.”

    Conclusão

    Embora iniciativas tenham sido executadas com sucesso, ainda é necessário uma política pública rígida ao combate a exclusão digital. Isto seria possível elaborando parcerias do governo com setores da indústria, comércio para ampliação dos telecentros e investimentos na educação, visto que é um dos pilares importantes para o acesso à TIC. A inclusão digital deveria ser uma responsabilidade social, visando a inclusão dos excluídos digital, na sua integração junto a sociedade da informação.

    Além disso, o acesso à internet deve ser democratizado, visto que é um robusto banco de informações e serviços e deve ser disponibinível à toda sociedade brasileira.

    O VERDADEIRO INTERNAUTA

     
    Não acorda, dá boot.
    Não tem memória, tem HD de 18 GB.
    Não faz análise, dá um scandisk.
    Não peca, comete exceções fatais.
    Não rouba, executa operação ilegal.
    Não pede ajuda, tecla F1.
    Não esquece, deleta.
    Não evolui, faz upgrade.
    Não tem dó, tem DOS.
    Quando toma sopa de letrinhas, escolhe a fonte.
    Não freqüenta boteco, prefere ambiente Windows.
    Não tem cérebro, tem gerenciador de dispositivos.
    Não guarda rancor, faz backup das mágoas.
    Não tem raízes, tem configurações regionais.
    Não desmarca compromissos, remove programas.
    Não faz implantes, adiciona novo hardware.
    Só fica em segundo plano pra configurar papel de parede.
    Não gosta de mulher conservadora, prefere as de configuração avançada.
    Só usa tabelinha do Excel.
    Só mostra documento do Word.
    Sempre freqüenta o Powerpoint da rapaziada.
    Não gosta de prostitutas, prefere garotas de programa.
    No restaurante, pede o menu iniciar.
    Não exagera, maximiza.
    Quando está com gripe, toma antivírus.
    Não socorre, salva.
    Não tem motorista, tem driver.

    O código-fonte - ELIEZER JOSE DE PAIVA

     
    O fato de já ter trabalhado em diversas empresas e em diversos projetos me proporcionou uma interessante experiência, conhecer diferentes "filosofias de programação". Cada um de nós pensa de uma maneira diferente, chegamos ao mesmo lugar por caminhos diferentes, solucionamos um problema por lógicas diferentes. Filosoficamente falando, essa é a essência do ser humano.

    Porém, na nossa profissão (analistas e programadores) temos que muitas vezes deixar de ser humano e pensar como a máquina, raciocinar e interpretar os dados como ela, isso reduz drasticamente o número de soluções possíveis e viáveis.
    Chegar a qualquer uma dessas soluções exige um bom nível de "entrosamento" e até uma certa malandragem na hora de desenvolver o produto, para isso é extremamente necessário que se conheça as possibilidades da linguagem que se está usando.

    Pode até parecer irônico dizer que me sinto um membro da antiga geração de programadores (tenho 24 anos), mas a cada dia que passa tenho contato com mais e mais pseudo-programadores, pseudo porque são profissionais (com seu mérito e suas qualificações) que dominam ferramentas e não linguagens.
    O que me preocupa é que atualmente no mercado existem diversos produtos com as quais qualquer pessoa pode desenvolver uma aplicação e a cada dia novos produtos aparecem prometendo mais e mais funcionalidades.

    Esse tipo de alienação contribuí apenas para a crescente queda na qualidade da prestação de serviços de informática, tais profissionais habituam-se a utilizar ferramentas sem as quais não teriam conhecimento para sequer identificar o problema, quanto mais chegar a uma solução. Tenho exemplos que beiram o absurdo, como analistas que são incapazes de criar uma tabela em um banco de dados sem o uso de uma ferramenta apropriada e programadores que desconhecem escopos e sintaxes por fazerem uso de ferramentas visuais.

    Em uma situação de emergência (com as quais estamos acostumados a viver!) tudo vai depender das ferramentas instaladas no computador ou do conhecimento e da experiência do profissional? Como o próprio nome diz, ferramentas apenas auxiliam, não substituem o conhecimento. Incrivelmente, a indústria de softwares tornou o conhecimento irrelevante frente às funcionalidades das ferramentas, deixando o profissional "livre para se preocupar com o que realmente precisa".

    Assim sendo, imagino eu que no futuro os médicos serão incapazes de exercer a profissão fora de um hospital e engenheiros, sem suas calculadoras, serão incapazes de executar cálculos.

    Tornar os computadores cada vez mais inteligentes está nos tornando cada vez mais preguiçosos. Alunos da 5ª série que não sabem a tabuada (e nem o por quê do nome!), universitários que desconhecem trigonometria e etc. Através do código-fonte (a base do conhecimento, o básico) chega-se a um entendimento preciso sobre um problema e a uma solução mais eficaz, em qualquer área e em qualquer profissão.

    A cada dia que passa torna-se mais importante e necessário um controle sobre até que ponto tais ferramentas realmente são úteis, quais que realmente acrescentam em produtividade e em qualidade e quais (acredito que 90% do total) apenas nos deixam alienados em relação à causa e a solução.

    A Melhor Resposta... - Martha Medeiros

    Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam

    Quem é você? Do que gosta? Em que acredita? O que deseja? Dia e noite somos questionados, e as respostas costumam ser inteligentes, espirituosas e decentes. Tudo para causar a melhor impressão aos nossos inquisidores. Ora, quem sou eu. Sou do bem, sou honesto, sou perseverante, sou bem-humorado, sou aberto - não costumamos economizar atributos quando se trata da nossa própria descrição. Do que gostamos? De coisas belas. No que acreditamos? Em dias melhores. O que desejamos? A paz universal.

    Enquanto isso, o demônio dentro de nós revira o estômago e faz cara de nojo. É muita santidade para um pobre-diabo, ninguém é tão imaculado assim.

    A despeito do nosso inegável talento como divulgadores de nós mesmos e da nossa falta de modéstia ao descrever nosso perfil no Orkut, a verdade é que o que dizemos não tem tanta importância. Para saber quem somos, basta que se observe o que fizemos da nossa vida. Os fatos revelam tudo, as atitudes confirmam. O que você diz - com todo o respeito - é apenas o que você diz.

    Entre a data do nosso nascimento e a desconhecida data da nossa morte, acreditamos ainda estar no meio do percurso, então seguimos nos anunciando como bons partidos, incrementamos nossas façanhas, abusamos da retórica como se ela fosse uma espécie de photoshop que pudesse sumir com nossos defeitos. Mas é na reta final que nosso passado nos calará e responderá por nós.

    Quantos amigos você manteve.

    Em que consiste sua trajetória amorosa.

    Como educou seus filhos.

    Quanto houve de alegria no seu cotidiano.

    Qual o grau de intimidade e confiança que preservou com seus pais.

    Se ficou devendo dinheiro.

    Como lidou com tentativas de corrupção.

    Em que circunstâncias mentiu.

    Como tratou empregados, balconistas, porteiros, garçons.

    Que impressão causou nos outros - não naqueles que o conheceram por cinco dias, mas com quem conviveu por 20 anos ou mais.

    Quantas pessoas magoou na vida. Quantas vezes pediu perdão.

    Quem vai sentir sua falta. Pra valer, vamos lá.

    Podemos maquiar algumas respostas ou podemos silenciar sobre o que não queremos que venha à tona. Inútil. A soma dos nossos dias assinará este inventário. Fará um levantamento honesto. Cazuza já nos cutucava: suas idéias correspondem aos fatos? De novo: o que a gente diz é apenas o que a gente diz. Lá no finalzinho, a vida que construímos é que se revelará o mais eficiente detector de nossas mentiras.

    Quando Chegar.... Martha Medeiros

    Quando chegar aos 30
    serei uma mulher de verdade,
    nem Amélia nem ninguém,
    com um belo futuro pela frente
    e um pouco mais de calma talvez...

    E quando chegar aos 50
    serei livre, linda e forte
    terei gente boa ao lado
    saberei um pouco mais do amor
    e da vida quem sabe...

    E quando chegar aos 90
    já sem força, sem futuro, sem idade
    vou fazer uma festa de prazer
    convidar todos que amei
    registrar tudo que sei
    e morrer de saudade!!!!

    Sofrimento - Martha Medeiros

     

    O sofrimento, excentuando-se o que traz de dor, tem um certo glamour, é cinematográfico.

    Cena 1: você atravessa a madrugada escutando músicas antigas e revendo fotos.

    Cena 2: você se trancafia no banheiro, senta sobre a tampa do vaso sanitário e dissolve-se de tanto chorar.

    Cena 3: você se revira na cama sem conseguir pregar o olho, pensando, lembrando, doendo.

    Cena 4: você caminha por uma rua da cidade, sem rumo, onde ninguém lhe conhece – que bom ser invisível.

    Se é pra sofrer, que seja sozinho, onde seu rosto possa estampar desalento, inchaços, nariz vermelho, olhar perdido, boca crispada. Se é pra sofrer, que o corpo possa verter, vergar, amolecer. Se é pra sofrer, que possa ser descabelado, que possa ser de pés descalços, que possa ser em silêncio.

    Que os demônios levem pro inferno aquele que bate à nossa porta bem no meio da nossa fossa, aquele que telefona bem no auge das nossas lágrimas, aquele que nos puxa para uma festa obrigatória. Malditos todos aqueles com quem não podemos compartilhar nossa dor, e nos obrigam a fingir que nada está se passando dentro da gente.

    Disfarçar um sofrimento é trabalho de Hércules. Um prêmio para todos aqueles que conseguem fazer com que os outros não percebam sua falta de ânimo nos momentos em que ânimo é tudo o que esperam de nós. Você não quer estar ali, quer estar em qualquer lugar onde não seja obrigado a sorrir.

    Há sempre o momento de pedir ajuda, de se abrir, de tentar sair do buraco. Mas, antes, é imprescindível passar por uma certa reclusão. Fechar-se em si, reconhecer a dor e aprender com ela. Enfrentá-la sem atuações. Deixar ela escapar pelo nariz, pelos olhos, deixar ela vazar pelo corpo todo, sem pudores. Assim como protegemos nossa felicidade, temos também que proteger nossa infelicidade. Não há nada mais desgastante do que uma alegria forçada. Se você está infeliz, recolha-se, não suba ao palco. Disfarçar a dor é dor ainda maior.

     

    *** Texto retirado do Spaces da Adriii.... não roubei tá!!!... ela deixou, rsrsrsrs ***

    Falando sobre Sentimentos...

    Solidão... é uma ilha com saudade de barco 

    Saudade... é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue
     
    Lembrança... é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capitulo
     
    Pouco... é menos da metade
     
    Muito... é quando os dedos da mão não são suficientes
     
    Angústia... é um nó muito apertado bem no meio do sossego
     
    Preocupação... é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair do seu pensamento
     
    Certeza... é quando a idéia cansa de procurar e pára
     
    Intuição... é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido
     
    Sucesso... é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe
     
    Vergonha... é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora
     
    Ansiedade... é quando sempre faltam cinco minutos para o que quer que seja
     
    Sentimento... é a língua que o coração uso quando precisa mandar algum recado
     
    Raiva... é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes
     
    Tristeza... é uma mão gigante que aperta seu coração
     
    Felicidade... é um agora que não tem pressa nenhuma
     
    Desilusão... é quando anoitece em você contra a vontade do dia
     
    Desculpa... é uma frase que pretende ser um beijo
     
    Razão... é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato
     
    Ainda... é quando a vontade está no meio do caminho
     
    Paixão... é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra
     
    Amor... é quando a paixão não tem outro compromisso marcado
     
    Não.
     
    Amor é um exagero...
     
    Também não.
     
    Uma batelada?
     
    Um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero...
     
    Um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
     
    Talvez porque não tivesse sentido...
     
    Talvez porque não houvesse explicação...
     
    Esse negócio de amor, não sei explicar não...

    Arnaldo Jabor


    Ser ou não ser de ninguém?
     
    Na hora de cantar, todo mundo enche o peito nas boates, levanta os
    braços, sorri e dispara: "eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo
    mundo é meu também". No entanto, passado o efeito do uísque com
    energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração
    "tribalista" se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os
    ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de
    interesse das pessoas, descaso e rejeição.
    A maioria não quer ser de ninguém, mas que quer que alguém seja seu.
    Beijar na boca é bom? Claro que é! Se manter sem compromisso, viver
    rodeado de amigos em baladas animadíssimas é legal? Evidente que sim.
    Mas por que reclamam depois? Será que os grupos tribalistas se
    esqueceram d a velha lição ensinada no colégio, de que "toda ação tem
    uma reação"?
    Agir como tribalista tem consequências, boas e ruins, como tudo na vida.
    Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar
    de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja, é preciso
    comer o bolo todo e, nele, os ingredientes vão além do descompromisso,
    como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está
    namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se
    importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc.
    Embora já saibam namorar, "os tribalistas" não namoram. 'Ficar' também é
    coisa do passado. A palavra de ordem hoje é "namorix". A pessoa pode ter
    um, dois e até três namorix ao mesmo tempo. Dificilmente está apaixonada
    por seus namorix, mas gosta da companhia do outro e de manter a ilusão
    de que não está sozinho.
    Nessa nova modalidade de relacionamento, ninguém pode se queixar de
    nada. Caso uma das partes se ausente durante uma semana, a outra deve
    fingir que nada aconteceu, afinal, não estão namorando. Aliás, quando
    foi que se estabeleceu que namoro é sinônimo de cobrança? A nova geração
    prega liberdade, mas acaba tendo visões unilaterais. Assim, como só
    deseja "a cereja do bolo tribal", enxerga somente o lado negativo das
    relações mais sólidas.
    Desconhece a delícia de assistir a um filme debaixo das cobertas num dia
    chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto
    abraçado, roçando os pés sob as cobertas, e a troca de cumplicidade,
    carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É
    cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer boa
    noite, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar
    por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar,
    uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter alguém para amar.
    Já dizia o poeta que "amar se aprende amando". Assim, podemos aprender a
    amar nos relacionando. Trocando experiências, afetos, conflitos e
    sensações. Não precisamos amar sob os conceitos que nos foram passados.
    Somos livres para optarmos. E ser livre não é beijar na boca e não ser
    de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um
    sentimento... É arriscar, pagar para ver e correr atrás da tão sonhada
    felicidade.
    É doar e receber, é estar disponível de alma, para que as surpresas da
    vida possam aparecer. É compartilhar momentos de alegria e buscar tirar
    proveito até mesmo das coisas ruins. Ser de todo mundo, não ser de
    ninguém, é o mesmo que não ter ninguém também... É não ser livre para
    trocar e crescer... É estar fadado ao fracasso emocional e à tão temida
    solidão...

    Texto de Mário Quintana

     
    O TEMPO
     
    Com o tempo, você vai percebendo que
     para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa,
    em primeiro lugar, não precisar dela.
    Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama)
    e que não quer nada com você,
     definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida.
    Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e,
    principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
    O segredo é não correr atrás das borboletas...
    É cuidar do jardim para que elas venham até você.
    No final das contas,
    você vai achar não quem você estava procurando,
    mas quem estava procurando por você!"

    Filme Lindo....

    Diário de Uma Paixão (The Notebook)
     
    "O melhor amor é aquele que acorda a alma
    E nos faz querer mais
    E coloca fogo em nossos corações
    E traz paz à nossas vidas
    E foi isso que você fez comigo
    E era isso que eu queria ter feito com você para sempre"
     

     

    A Vida

     
    A vida as vezes é difícil,
    enigmática em momentos que
    o que só buscamos é um pouco de paz...
    Pessoas estranhas que antes não eram,
    e hoje se tornam desconhecidos na nossa
    peça de teatro, mas se olharmos a platéia,
    veremos que existe um alguém com os olhos
    fitados em nossa performance no palco,
    esperando o exato momento do show acabar,
    para que de pé possa nos aplaudir!!!

    Eu Te Amo Não Diz Tudo

    EU TE AMO NÃO DIZ TUDO!
    (por Arnaldo Jabor)

    O cara diz que te ama, então tá! Ele te ama.
    Sua mulher diz que te ama, então: assunto encerrado!
    Você sabe que é amado porque lhe disseram isso: as três palavrinhas mágicas!!
    Mas ouvir que é amado é uma coisa...  sentir-se amado é outra  - uma diferença de quilômetros.
    A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras... precisa de lealdade, sinceridade, fidelidade...
    Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
    Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos atrás; é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.
    Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão....
    Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro!!!
    Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
    Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
    sem inventar "máscaras" para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
    Sente-se amado quem não ofega  -  mas suspira; quem não levanta a voz  -  mas fala; quem não concorda  -  mas escuta.
    Agora, sente-se e escute:
    dizer 'Eu te amo' não diz tudo!
    "Me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso ".

    Viver Não Dói - Carlos Drummond de Andrade

     
    Definitivo, como tudo o que é simples.
    Nossa dor não advém das coisas vividas,
    mas das coisas que foram sonhadas
    e não se cumpriram.
    Por que sofremos tanto por amor?
    O certo seria a gente não sofrer,
    apenas agradecer por termos conhecido
    uma pessoa tão bacana,
    que gerou em nós um sentimento intenso
    e que nos fez companhia por um tempo razoável,
    um tempo feliz.
    Sofremos por quê?
    Porque automaticamente esquecemos
    o que foi desfrutado e passamos a sofrer
    pelas nossas projeções irrealizadas,
    por todas as cidades que gostaríamos
    de ter conhecido ao lado do nosso amor
    e não conhecemos,
    por todos os filhos que
    gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,
    por todos os shows e livros e silêncios
    que gostaríamos de ter compartilhado,
    e não compartilhamos.
    Por todos os beijos cancelados,
    pela eternidade.
    Sofremos não porque
    nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
    mas por todas as horas livres
    que deixamos de ter para ir ao cinema,
    para conversar com um amigo,
    para nadar, para namorar.
    Sofremos não porque nossa mãe
    é impaciente conosco,
    mas por todos os momentos em que
    poderíamos estar confidenciando a ela
    nossas mais profundas angústias
    se ela estivesse interessada
    em nos compreender.
    Sofremos não porque nosso time perdeu,
    mas pela euforia sufocada.
    Sofremos não porque envelhecemos,
    mas porque o futuro está sendo
    confiscado de nós,
    impedindo assim que mil aventuras
    nos aconteçam,
    todas aquelas com as quais sonhamos e
    nunca chegamos a experimentar.
    Como aliviar a dor do que não foi vivido?
    A resposta é simples como um verso:
    Se iludindo menos e vivendo mais!!
    A cada dia que vivo,
    mais me convenço de que o
    desperdício da vida
    está no amor que não damos,
    nas forças que não usamos,
    na prudência egoísta que nada arrisca,
    e que, esquivando-se do sofrimento,
    perdemos também a felicidade..
    A dor é inevitável.
    O sofrimento é opcional.
     

    Sonhos

    "IMAGINAÇÃO"
     
    Pensei em voar mas senti a falta das asas...
    Pensei em cantar mas senti a falta da voz...
    Refletindo, vi que a Natureza havia
    esquecido de me completar...
    Pensei, então!
    Por que querer tanto se o que tenho já me basta?
    E aí, saí voando e cantando, em pensamento.
    Que belo! Senti-me como um privilegiado, nesse
    vasto universo de belezas.
     
    "Mais vale um belo sonho,
    do que uma realidade frustrada"

    Se Quiser - Tânia Mara

    Se Quiser

    Tânia Mara

    Composição: Cláudio Rabello

    Se quiser fugir
    Pra qualquer lugar que for
    Nem precisa me chamar
    Tão perto que eu estou

    Mas seu medo de perder
    Não te deixa me olhar
    Esqueça o que passou
    Que tudo vai mudar

    Agora eu posso ser seu anjo
    Seus desejos sei de cor
    Pro bem e pro mal você me tem
    Não vai se sentir só, meu amor

    REFRÃO:
    Sempre que quiser um beijo
    Eu vou te dar
    Sua boca vai ter tanta sede de me tomar
    Se quiser
    Sempre que quiser ir as estrelas
    Me dê a mão, deixa eu te levar

    Eu penso te tocar
    Te falar coisas comuns
    E poder te amar, o amor mais incomum
    Não deixa o medo te impedir
    De chegar perto de mim
    O que aconteceu, ontem
    Não vai mais repetir

    E desde então estar contigo
    Seus desejos sei de cor
    Pro bem e pro mal você me tem
    Não vai se sentir só, meu amor
    Se quiser

    REFRÃO:
    Se quiser
    Sempre que quiser um beijo
    Eu vou te dar
    Sua boca vai ter tanta sede de me tomar
    Se quiser
    Sempre que quiser ir as estrelas
    Me dê a mão, deixa eu te levar

    Me deixa ser real, e te ajudar a ser feliz
    Porque eu sou o seu fogo
    Tudo o que você quis
    Tudo que você quis

    REFRÃO:
    Sempre que quiser um beijo
    Eu vou te dar (eu vou te dar)
    Sua boca vai ter tanta sede de me tomar (Sua boca vai, sua boca vai)
    Se quiser
    Sempre que quiser ir as estrelas
    Me dê a mão
    Deixa eu te levar (2x)

    Toda a vida - Luiz Fernando Veríssimo

     

    Diante das circunstâncias, o homem concluiu: "Cheguei às diferentes fases da vida quando elas já tinham perdido as suas vantagens"

    Disse o homem: "Fiquei velho na época errada. Toda a minha vida foi assim. Cheguei às diferentes fases da vida quando elas já tinham perdido as suas vantagens. Ou antes de adquirirem vantagens novas. Passei minha vida com aquela impressão de que entrei na festa quando ela já tinha acabado ou saí quando ela ia ficar boa.

    Veja você: a infância. Houve um tempo em que crianças, assim, da minha classe, eram tratadas como príncipes e princesas. Está certo, elas também apanhavam muito. Mas havia as compensações. Geralmente uma avó morava junto ou morava perto e as consolava com colo e doces. E as mães não trabalhavam fora nem faziam academia ou tsao-tse-qualquer coisa. Ficavam em casa, inventando maneiras de estragar os filhos.

    Você alguma vez teve roupa de veludo? Nem eu. Sou da geração pós-veludo e pré-jeans. Às vezes olho fotografias daquelas crianças antigas com roupas ridículas, golas rendadas e babados, e me dá uma inveja... Aquilo sim era maneira de tratar criança. Acho que a minha geração deu no que deu porque nunca usou roupa de veludo. Ou cacho nos cabelos.

    Outra coisa: psicologia. Fui da primeira geração criada com psicologia. Nada de castigo - conversa. Ele rabiscou toda a parede? Está tentando expressar alguma coisa. E usou o batom da mãe? Ih, cuidado, uma surra agora pode deflagrar um processo de introjeção edipiana e traumatizá-lo para sempre. Também fui da primeira geração que, com a invenção da calculadora de bolso, não precisou decorar a tabuada. Resultado: cresci sem a noção de duas coisas importantíssimas: pecado e matemática.

    Cheguei tarde à infância e muito cedo à adolescência. A revolução sexual começou exatamente um dia depois que eu casei com a minha mulher porque era a única maneira de poder dormir com ela. Nos casamos num sábado, e a revolução sexual começou no domingo. Ainda tentei desfazer o casamento, já que não precisava mais, mas não deu, estava feito.

    Minha adolescência foi um martírio. Me lembro dela como uma única e interminável tentativa de desengatar sutiãs. Os sutiãs eram presos atrás de mil maneiras. Ganchos, presilhas, botões, solda. Você precisava de um curso de engenharia para desengatá-los. Uma namorada minha usava um sutiã com uma fechadura atrás. Com combinação, como um cofre, juro. Dezessete para a esquerda, cinco para a direita, rápido que a mãe vem vindo! Você, garoto, nem deve saber o que é sutiã.

    Eu pensava ser um jovem adulto sério, engajado nas melhores causas, talvez até um ativista político, um guerrilheiro. Quando cheguei à idade, os jovens adultos estavam cuidando das suas carreiras e das suas carteiras de ações. Fui da primeira geração que quando falava em ir para as montanhas queria dizer para o fim de semana. E a última que ainda usou a palavra 'alienação', mas já sem saber bem o que queria dizer.

    Tudo bem, pensei. Vou me preparar para a velhice e os seus privilégios, com minha pensão e meus netos. Mas a previdência está quase quebrando, e minha aposentadoria é uma piada, e meus netos, quando me olham, parecem estar me medindo para um asilo geriátrico. E há meia hora que eu estou aqui chateando você com toda essa conversa e você ainda não se lavantou para me dar o seu lugar."

    E disse o garoto: "Pô, qual é, coroa? Esse negócio de dar lugar pra velho já era".

    E suspirou o homem: "Eu não disse? Também cheguei tarde à velhice".

    O Que Nao Se Pode Explicar Aos Normais - Catedral

     

    Sobre o amor e o desamor, sobre a paixão,
    Sobre ficar, sobre desejar, como saber te amar,
    Sobre querer, sobre entender, sem esquecer,
    Sobre a verdade e a ilusão,
    Quem afinal é você,
    Quem de nós vai mostrar realmente o que quer,
    Um coração nesse furacão, ilhado onde estiver,
    O meu querer é complicado demais,
    Quero o que não se pode explicar aos normais,
    Sobre o porque de tantos porquês,
    E responder
    Entre a razão e a emoção eu escolhi você!